mercredi 26 décembre 2007

Escrever é que nos deixem rir e chorar sozinhos.

Ramón Gómez de la Serna (1888-1963)

mardi 25 décembre 2007

Le Chat

I

Dans ma cervelle se promène,
Ainsi qu'en son appartement,
Un beau chat, fort, doux et charmant.
Quand il miaule, on l'entend à peine,

Tant son timbre est tendre et discret;
Mais que sa voix s'apaise ou gronde,
Elle est toujours riche et profonde.
C'est là son charme et son secret.

Cette voix, qui perle et qui filtre
Dans mon fonds le plus ténébreux,
Me remplit comme un vers nombreux
Et me réjouit comme un philtre.

Elle endort les plus cruels maux
Et contient toutes les extases;
Pour dire les plus longues phrases,
Elle n'a pas besoin de mots.

Non, il n'est pas d'archet qui morde
Sur mon coeur, parfait instrument,
Et fasse plus royalement
Chanter sa plus vibrante corde,

Que ta voix, chat mystérieux,
Chat séraphique, chat étrange,
En qui tout est, comme en un ange,
Aussi subtil qu'harmonieux!

II

De sa fourrure blonde et brune
Sort un parfum si doux, qu'un soir
J'en fus embaumé, pour l'avoir
Caressée une fois, rien qu'une.



Quand mes yeux, vers ce chat que j'aime
Tirés comme par un aimant,
Se retournent docilement
Et que je regarde en moi-même,

Je vois avec étonnement
Le feu de ses prunelles pâles,
Clairs fanaux, vivantes opales
Qui me contemplent fixement.

Charles Baudelaire, Fleurs du mal

Le petit chat


Joan Miro, Le petit chat, 1951

Nada pode ser criado sem a solidão.

Pablo Picasso (1881-1973)
Nunca chega o momento em que se possa dizer: Trabalhei bem e amanhã é domingo. Assim que se pára, começa-se logo outra vez de novo. Pode-se pôr de lado uma tela e dizer que não se lhe volta a mexer. Mas nunca se pode escrever por baixo a palavra FIM.

Pablo Picasso (1881-1973)
Il est pour le moins étrange d’aller chercher le substrat ultime de soi dans l’amour, là où la cohérence et la continuité du soi sont les plus problématiques, là où la nature de notre authenticité se révèle la plus dangereuse et la plus évanescente. ... S’engager sur le travail réflexif du soi dans les liens d’amour c’est juger le besoin d’autonomie et le désire de ce lien. C’est risquer la vulnérabilité et la perte de contrôle émotionnel. Le soi, et les liens sociaux qu’il entretient, sont liés à une grande anxiété autour de la relaxation ou perte de contrôle de la démarcation du soi.

Danilo Martuccelli, Grammaires de l’individu, 2002
L’exercice de l’activité politique est bien une «vie», impliquant un engagement personnel et durable ; mais le fondement, le lien entre soi-même et l’activité politique, ce qui constitue l’individu comme acteur politique, ce n’est pas – ou pas seulement – son statut ; c’est, dans le cadre général défini par sa naissance et son rang, un acte personnel.

Michel Foucault, Histoire de la sexualité III - Le souci de soi, 1984.

A escrita transforma a coisa vista ou ouvida ‘em forças e em sangue’

trata-se, não de perseguir o indizível, não de revelar o que está oculto, mas, pelo contrário, de captar o já dito: reunir aquilo que se pôde ouvir ou ler, e isto com uma finalidade que não é nada menos que a constituição de si. ... a prática de si implica a leitura, pois não é possivel tudo tirar do fundo de si próprio ... Mas não se deve dissociar leitura e escrita; deve-se ‘recorrer alternadamente’ a estas duas ocupações, e ‘temperar uma por meio da outra’ Se escrever demais esgota ... o excesso de leitura dispersa ... A escrita, como maneira de recolher a leitura e de nos recolhermos sobre ela, é um exercício da razão que se opõe ao grave defeito da stultitia que a leitura infindável se arrisca a favorecer. A stultitia é definida pela agitação do espírito ... O papel da escrita é constituir, com tudo o que a leitura constitui, um corpo ... Como o próprio corpo daquele que, ao transcrever as suas leituras, se apossou delas e fêz suas a respectiva verdade : a escrita transforma a coisa vista ou ouvida ‘em forças e em sangue’ (in vires, in sanguinem). Ela transforma-se, no próprio escritor ... Em contrapartida, porém, o escritor constitui a sua própria identidade mediante essa recolecção de coisas ditas.

Foucault, O que é um autor
The longer I live the more beautiful life becomes.

Frank Lloyd Wright (1869 - 1959)

Si le monde social m’est supportable, c’est parce que je peux m’indigner

Trafic d’influences, renvois d’ascenseurs, si tout ça me… me débecte, pour des raisons obscures, c’est sans doute pour ça que je suis lucide. De même, je le dirais à propos de Goffman, ça m’est plus facile que de lire pour moi, Goffman, qui a fait un travail formidable de dévoilement de l’infiniment petit des relations humaines, passait pour méchant, cruel, et simplement c’était quelqu’un pour qui le monde social était très dur à vivre. Si le monde social m’est supportable, c’est parce que je peux m’indigner. Là, j’ai fait des confidences…

Pierre Bourdieu, Si le monde social m’est supportable, c’est parce que je peux m’indigner, 2001

A vida é uma coisa, o amor é outra

Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa não é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo. O que eu quero fazer é o elogio do amor puro. Parece que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Teixeira de Pascoaes meteu-se num navio para ir atrás de uma rapariga inglesa com quem nunca tinha falado. Estava apaixonado, foi para Liverpool. Quando finalmente conseguiu falar com ela, arrependeu-se. Quem é que hoje é capaz de se apaixonar assim? Hoje em dia as pessoas apaixonam-se por uma questão prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão mesmo ali ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato. Por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante sico-sócio-bio-ecológica da camaradagem. A paixão, que deveria ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas em vez de se apaixonarem de verdade, ficam praticamente apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há. Estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr o risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o medo, o desequilíbrio, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho" sentimental. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Por onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, fachada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassado ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa a beleza. É esse o perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar. O nosso amor é para nos amar, para levar-nos de repente ao céu, a tempo de ainda apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma conveniência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um principio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para se perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita. Não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que se quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar. O amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não está lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar esperança, doer sem ficar magoado, viver sózinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder, não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um minuto de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso, Último Volume, Assírio & Alvim Ed., 1996

Chez moi


mercredi 28 novembre 2007

Le Chat qui allait son chemin tout seul

Rudyard KIPLING

Histoires comme ça.
Traduit par Jean Esch et André Divault.

Ois, écoute et entends bien ; car ceci advint, ceci survint, devint et fut,ô ma Mieux-Aimée, à une époque où les animaux Apprivoisés étaient sauvages.Le Chien était sauvage, le Cheval était sauvage, la Vache était sauvage, leMouton était sauvage, le Cochon était sauvage, sauvages autant qu'il estpossible d'être sauvage, et ils allaient sauvages et solitaires par les BoisHumides et Sauvages. Mais le plus sauvage de tous les animaux sauvages,c'était le Chat. Il allait son chemin tout seul, et pour lui tous lesendroits se valaient.Bien sûr l'Homme était sauvage lui aussi. Il était sauvage à faire peur. Ilne commença vraiment à s'apprivoiser que lorsqu'il rencontra la Femme, ellelui dit qu'elle ne voulait pas vivre comme une sauvage. Elle dénicha pours'y coucher, au lieu d'un tas de feuilles humides, une jolie Caverne sèche,puis elle répandit du sable propre sur le sol ; elle alluma un bon feu debois au fond de la Caverne ; elle suspendit une peau de cheval sauvageséchée, la queue en bas, devant l'entrée de la Caverne, puis elle dit :« Essuie tes pieds quand tu rentres, mon chéri. Désormais nous allons avoirun foyer. »Ce soir-là, ma Mieux-Aimée, ils mangèrent du mouton sauvage rôti sur lespierres chaudes, assaisonné d'ail sauvage et de poivre sauvage ; et ducanard sauvage farci de riz sauvage et de fenugrec sauvage et de coriandresauvage ; et des os à moelle de boeuf sauvage, des cerises sauvages et despassiflores sauvages. Puis l'Homme s'endormit devant le feu, très heureux,mais la Femme resta éveillée à peigner ses cheveux. Elle prit l'os del'épaule de mouton, la grande omoplate toute plate et en examina lesmagnifiques marques, puis elle ajouta du bois dans le feu et fit une Magie.Elle fit la Première Magie Chantante au monde.Dehors, dans les Bois Humides et Sauvages, tous les animaux sauvagess'assemblèrent là où ils pouvaient voir la lumière du feu à grande distanceet ils se demandèrent ce que cela signifiait.Alors Cheval Sauvage piaffa avec son sabot sauvage et dit :« Ô mes Amis, ô mes Ennemis, pourquoi l'Homme et la Femme ont-ils fait cettegrande lumière dans cette grande Caverne, et que devons-nous redouter ? »Chien Sauvage leva son museau sauvage et renifla l'odeur du mouton rôti etdit :« Je vais aller voir et regarder et dire ; car ça me semble bon. Chat, viensavec moi.- Nenni ! dit le Chat. Je suis le Chat qui va son chemin tout seul et pourmoi tous les endroits se valent. Je n'irai pas.- Alors c'en est fini de notre amitié », dit Chien Sauvage.Et il trottina jusqu'à la Caverne. Mais à peine était-il parti que le Chatse dit : « Pour moi tous les endroits se valent. Pourquoi n'irais-je pas moiaussi voir et regarder puis repartir à ma guise ? » Donc il suivit ChienSauvage doucement, tout doucement, et il se cacha là où il pouvait toutentendre.Lorsque Chien Sauvage atteignit l'entrée de la Caverne, il souleva avec sonmuseau la peau de cheval séchée et renifla la bonne odeur du mouton rôti. Etla Femme, regardant l'omoplate, l'entendit, et rit et dit :« Voici le premier. Chose Sauvage des Bois Sauvages, que veux-tu ? »Chien sauvage dit :« 0 mon Ennemie et Femme de mon Ennemi, qu'est-ce qui sent si bon dans lesBois Sauvages ? »Alors la Femme prit un os de mouton rôti et le jeta à Chien Sauvage et dit :« Chose Sauvage des Bois Sauvages, goûte et essaye. »Chien Sauvage rongea l'os et c'était plus savoureux que tout ce qu'il avaitgoûté jusqu'alors, et il dit :« 0 mon Ennemie et Femme de mon Ennemi, donne-m'en un autre. »La Femme dit :« Chose Sauvage des Bois Sauvages, aide mon Homme à chasser la journée etgarde cette Caverne la nuit, et je te donnerai autant d'os rôtis que tuvoudras.Ah ! dit le Chat tout ouïe. Voici une Femme très maligne, mais pas aussimaligne que moi. »Chien Sauvage entra en rampant dans la Caverne et posa sa tête sur lesgenoux de la Femme et dit :« Ô mon Amie et Femme de mon Ami, j'aiderai ton Homme à chasser la journéeet la nuit je garderai ta Caverne.- Ah ! dit le Chat tout ouïe. Voilà un Chien bien stupide. »Et il repartit dans les Bois Humides et Sauvages en agitant sa queuesauvage, s'en allant solitaire et sauvage. Mais il ne raconta rien àpersonne.Quand l'Homme se réveilla, il dit :« Que fait donc ici Chien Sauvage ? »Et la Femme dit :« Il ne s'appelle plus Chien Sauvage mais le Premier Ami, car il sera notreami pour toujours et à jamais. Prends-le avec toi lorsque tu iras à lachasse. »Le soir suivant, la Femme coupa de grandes brassées d'herbe verte dans lesnoues qu'elle fit sécher devant le feu, et cela sentait le foin fraîchementcoupé, et elle s'assit à l'entrée de la Caverne et tressa un licol en cuirde cheval et regarda l'os de l'épaule de mouton, la grosse et large omoplatetoute plate, et fit une Magie. Elle fit la Seconde Magie Chantante au monde.Là-bas dans les Bois Sauvages, tous les animaux sauvages se demandaient cequ'il était advenu de Chien Sauvage, et à la fin, Cheval Sauvage tapa dupied et dit :« Je vais aller voir et rapporter pourquoi Chien Sauvage n'est pas revenu.Chat, viens avec moi.- Nenni, dit le Chat. Je suis le Chat qui va son chemin tout seul et pourmoi tous les endroits se valent. »Mais il suivit malgré tout Cheval Sauvage, doucement, tout doucement, et ilse cacha là où il pouvait tout entendre.Quand la Femme entendit Cheval Sauvage broncher et trébucher sur sa longuecrinière, elle rit et dit :« Voici le second. Chose Sauvage des Bois Sauvages, que veux-tu ? »Et Cheval Sauvage dit :« Ô mon Ennemie et Femme de mon Ennemi, où est Chien Sauvage ? »La Femme rit, ramassa l'omoplate, la regarda et dit :« Chose Sauvage des Bois Sauvages, tu n'es pas venue pour Chien Sauvage,mais pour cette bonne herbe. »Et Cheval Sauvage, qui bronchait et trébuchait sur sa longue crinière, dit :« C'est vrai. Donne-m'en à manger. »Et la Femme dit :« Chose Sauvage des Bois Sauvages, courbe ta tête sauvage et porte ce que jete donne, et tu mangeras cette herbe merveilleuse trois fois par jour.- Ah ! dit le Chat tout ouïe. Voici une Femme très habile, mais pas aussihabile que moi. »Cheval Sauvage courba sa tête sauvage et la Femme glissa autour le licol decuir tressé, et Cheval Sauvage souffla sur les pieds de la Femme et dit :« Ô ma Maîtresse et Femme de mon Maître, je serai ton serviteur pour avoirde l'herbe merveilleuse.- Ah ! dit le Chat tout ouïe. Voilà un Cheval bien stupide. »Et il repartit dans les Bois Humides et Sauvages en agitant sa queuesauvage, s'en allant solitaire et sauvage. Mais il ne raconta rien àpersonne.Quand l'Homme et le Chien rentrèrent de la chasse, l'Homme dit :« Que fait Cheval Sauvage ici ? »Et la Femme dit :« Il ne s'appelle plus Cheval Sauvage mais le Premier Serviteur, car il nousportera de-ci de-là pour toujours et à jamais. Monte sur son dos quand tuiras à la chasse. »Le lendemain, tenant sa tête sauvage bien droite pour que ses cornessauvages ne se prennent pas aux branches des arbres sauvages, Vache Sauvagese rendit à la Caverne et le Chat la suivit et il se cacha commeprécédemment et tout se déroula comme précédemment et le Chat dit les mêmeschoses que précédemment ; et quand Vache Sauvage eut promis à la Femme delui donner chaque jour son lait en échange de l'herbe merveilleuse, le Chatrepartit dans les Bois Humides et Sauvages en agitant sa queue sauvage, s'enallant solitaire et sauvage comme précédemment. Mais il n'en parla jamais àpersonne. Et quand l'Homme, le Cheval et le Chien revinrent de la chasse etposèrent les mêmes questions que précédemment, la Femme dit :« Elle ne s'appelle plus Vache Sauvage mais la Donneuse de Bonne Nourriture.Elle nous donnera du bon lait blanc bien chaud pour toujours et à jamais etje m'occuperai d'elle pendant que toi, le Premier Ami et le PremierServiteur vous serez à la chasse. »Le lendemain, le Chat attendit de voir si une autre Chose Sauvage irait à laCaverne, mais personne ne bougea dans les Bois Humides et Sauvages, alors leChat s'y rendit tout seul, et il vit la Femme qui trayait la Vache, et ilvit la lumière du feu dans la Caverne et il sentit l'odeur du bon lait blancbien chaud.Chat dit :« Ô mon Ennemie et Femme de mon Ennemi, où Vache Sauvage est-elle partie ? »La Femme rit et dit :« Chose Sauvage des Bois Sauvages, retourne dans les Bois car j'ai tressémes cheveux et j'ai rangé l'omoplate magique et nous n'avons plus besoind'amis ni de serviteurs dans notre Caverne. »Chat dit :« Je ne suis pas un ami et je ne suis pas un serviteur. Je suis le Chat quiva son chemin tout seul et je désire entrer dans ta Caverne. »La Femme dit :« Alors pourquoi n'es-tu pas venu avec Premier Ami le premier soir ? »Chat se fâcha très fort et dit :« Chien Sauvage a-t-il raconté des histoires sur moi ? »Alors la Femme rit et dit :« Tu es le Chat qui va son chemin tout seul et pour toi tous les endroits sevalent. Tu es ni un ami ni un serviteur. Tu l'as dit toi-même. Va-t'en, vaseul ton chemin dans tous les lieux qui se valent . »Alors Chat fit mine d'être peiné et dit :« Ne pourrai-je donc jamais entrer dans la Caverne ? Ne pourrai-je jamaism'asseoir près du feu si chaud ? Ne pourrai-je jamais boire le bon laitblanc bien chaud ? Tu es très maligne et très belle. Tu ne devrais pas êtresi cruelle, même envers un Chat. »La Femme dit :« Je savais que j'étais maligne, mais j'ignorais que j'étais belle. Je vaisdonc conclure un marché avec toi. Si jamais je prononce un seul mot à talouange, tu pourras entrer dans la Caverne.- Et si tu en prononces deux ? dit le Chat.- Cela n'arrivera pas, dit la Femme. Mais si je prononce deux mots à talouange, tu pourras t'asseoir près du feu dans la Caverne.Et si tu en prononces trois ? dit le Chat.- Cela n'arrivera pas, dit la Femme. Mais si je prononce trois mots à talouange, tu pourras boire le bon lait blanc bien chaud trois fois par jourpour toujours et à jamais. »Alors le Chat fit le gros dos et dit :« Que le Rideau à l'entrée de la Caverne et le Feu au fond de la Caverne etles pots à lait posés près du feu se souviennent de ce qu'a dit mon Ennemieet la Femme de mon Ennemi. »Et il partit dans les Bois Humides et Sauvages en agitant sa queue sauvage,s'en allant solitaire et sauvage.Ce soir-là, quand l'Homme, le Cheval et le Chien rentrèrent de la chasse, laFemme ne leur parla pas du marché qu'elle avait conclu avec le Chat car ellecraignait que cela ne leur plût pas.Chat partit loin, très loin se cacher dans les Bois Humides et Sauvages,solitaire et sauvage, pendant longtemps, jusqu'à ce que la Femme l'aitoublié. Seule la petite Chauve-Souris suspendue la tête en bas à l'intérieurde la Caverne, seule Chauve-Souris savait où se cachait Chat ; etChauve-Souris chaque soir volait annoncer les nouvelles à Chat.Un soir, Chauve-Souris dit :« Il y a un Bébé dans la Caverne. Il est tout neuf, tout rose, petit etdodu, et la femme en raffole.- Ah ! dit le Chat tout ouïe. Mais le Bébé, de qui raffole-t-il ?- Il raffole de choses douces et qui chatouillent, dit la Chauve-Souris. Ilraffole de choses chaudes à tenir dans ses bras lorsqu'il s'endort. Ilraffole qu'on joue avec lui. Il raffole de tout ça.- Ah ! dit le Chat tout ouïe. Alors mon heure est venue. »La nuit suivante, Chat traversa les Bois Humides et Sauvages et se cachatout près de la Caverne jusqu'au matin lorsque Homme, Chien et Chevalpartirent à la chasse. La Femme faisait la cuisine ce matin-là et le Bébépleurait et la dérangeait. Alors, elle le porta hors de la Caverne et luidonna une poignée de cailloux pour jouer. Mais le Bébé continua à pleurer.Alors, le Chat avança sa patte et caressa la joue du Bébé qui se mit àgazouiller, et le Chat se frotta contre ses genoux dodus et de sa queue lechatouilla sous son menton dodu. Et le Bébé rit ; et la Femme l'entendit etsourit.Alors la Chauve-Souris, la petite Chauve-Souris suspendue la tête en bas,dit :« 0 mon Hôtesse, Femme de mon Hôte et Mère du Fils de mon Hôte, une ChoseSauvage des Bois Sauvages joue très joliment avec votre Bébé.- Bénie soit cette Chose Sauvage quelle qu'elle soit, dit la Femme en seredressant, car je suis une femme très occupée ce matin et elle m'a renduservice. »A la minute et à la seconde même, ma Mieux-Aimée, le Rideau en peau decheval séchée qui pendait la queue en bas à l'entrée de la Caverne, tomba -vlan ! - car il se souvenait du marché conclu avec le Chat ; et lorsque laFemme alla le ramasser, voila-t-il pas que le Chat était confortablementinstallé à l'intérieur de la Caverne.« Ô mon Ennemie, Femme de mon Ennemi et Mère de mon Ennemi, dit le Chat.C'est moi, car tu as prononcé un mot à ma louange et désormais je peuxrester dans la Caverne pour toujours et à jamais. Mais je suis encore leChat qui va son chemin tout seul et pour moi tous les endroits se valent. »La Femme était très en colère, elle serra les lèvres et prit son rouet et semit à filer.Mais le Bébé pleurait car le Chat était parti et la Femme ne parvenait pas àle faire taire ; il se débattait et gigotait et devenait tout noir.« Ô mon Ennemie, Femme de mon Ennemi et Mère de mon Ennemi, dit le Chat.Prends un bout du fil que tu files, attache-le à ton fuseau et fais-letraîner par terre, je te montrerai une Magie qui fera rire ton Bébé aussifort qu'il pleure en ce moment.- Je vais le faire, dit la Femme, car je suis à bout de nerfs, maisn'attends pas de remerciements. »Elle attacha le fil au petit fuseau d'argile et le fit traîner sur le sol,et alors le Chat courut après, et donna des coups de patte, et fit desculbutes, et l'envoya en arrière par-dessus son épaule, et le poursuivitentre ses pattes de derrière, et fit semblant de le perdre, et se jeta denouveau dessus jusqu'à ce que le Bébé se mette à rire aussi fort qu'il avaitpleuré et à courir à quatre pattes après le Chat en faisant le fou à traversla Caverne, jusqu'à tomber de fatigue et s'endormir avec le Chat dans lesbras.« Maintenant, dit le Chat, je vais chanter au Bébé une chanson qui le feradormir pendant une heure. »Et il se mit à ronronner tout fort et tout bas, tout bas et tout fort,jusqu'à ce que le Bébé s'endormît. La Femme sourit en les voyant tous lesdeux et dit :« Voilà qui est très bien. Aucun doute, tu es très habile, ô Chat. »A la minute et à la seconde même, ma Mieux-Aimée, la fumée du Feu au fond dela Caverne descendit en nuages de la voûte - pouf ! - car il se souvenait dumarché conclu avec le Chat ; et lorsqu'elle se dissipa, voila-t-il pas quele Chat était confortablement installé près du feu.« 0 mon Ennemie, Femme de mon Ennemi et Mère de mon Ennemi, dit le Chat.C'est moi, car tu as prononcé une seconde parole à ma louange et désormaisje peux m'asseoir près du feu si chaud au fond de la Caverne pour toujourset à jamais. Mais je suis encore le Chat qui va son chemin tout seul et pourmoi tous les endroits se valent. »La Femme était très très en colère, elle défit ses cheveux et remit du boisdans le feu et sortit la large omoplate de l'épaule de mouton et se mit àfaire une Magie qui devait l'empêcher de prononcer un troisième mot à lalouange du Chat. Ce n'était pas une Magie Chantante, ma Mieux-Aimée, c'étaitune Magie Silencieuse et peu à peu la Caverne devint si silencieuse qu'unepetite souris minuscule sortit d'un coin et traversa la Caverne en courant.« Ô Ennemie, Femme de mon Ennemi et Mère de mon Ennemi, dit le Chat. Cettepetite souris fait-elle partie de ta Magie ?- Oh non ! Sûrement pas ! » dit la Femme.Et elle laissa tomber l'omoplate et sauta sur le tabouret devant le feu etelle rattacha rapidement ses cheveux, de peur que la souris n'y grimpât.« Ah ! dit le Chat aux aguets. Alors la souris ne me fera aucun mal si je lamange ?- Non, dit la Femme en rattachant ses cheveux. Mange-la vite et je t'enserai à jamais reconnaissante. »D'un bond, Chat attrapa la petite souris et la Femme dit :« Mille fois merci. Premier Ami lui-même n'est pas aussi rapide que toi pourattraper les petites souris. Tu es certainement très habile. »A la minute et à la seconde même, ô ma Mieux-Aimée, le Pot à Lait qui setrouvait près du feu se fendit en deux - ffftt ! - car il se souvenait dumarché conclu avec le Chat, et lorsque la Femme sauta du tabouret,voila-t-il pas que le Chat lapait le bon lait blanc bien chaud resté dansl'un des morceaux brisés.« Ô mon Ennemie, Femme de mon Ennemi et Mère de mon Ennemi, dit le Chat.C'est moi, car tu as prononcé un troisième mot à ma louange et désormais jepeux boire le bon lait blanc bien chaud trois fois par jour pour toujours età jamais. Mais je suis encore le Chat qui va son chemin tout seul et pourmoi tous les endroits se valent. »Alors la Femme rit et déposa devant le Chat un bol de bon lait blanc bienchaud et dit :« Ô Chat, tu es aussi habile qu'un homme, mais souviens-toi que notre marchéne fut conclu ni avec l'Homme ni avec le Chien, et j'ignore ce qu'ils ferontlorsqu'ils rentreront.- Que m'importe, dit le Chat. Du moment que j'ai ma place dans la Caverneprès du feu et mon bon lait blanc bien chaud trois fois par jour, je memoque de l'Homme et du Chien. »Ce soir-là, quand l'Homme et le Chien revinrent à la Caverne, la Femme leurraconta toute l'histoire du marché, tandis que le Chat souriait, assis aucoin du feu. Alors l'Homme dit :« Oui, mais ce n'est pas avec moi qu'il a conclu un marché, ni avec tous lesHommes après moi. »Puis il retira ses bottes en cuir, il prit sa petite hache de pierre (ce quifait trois) et il alla chercher un morceau de bois et une hachette (ce quifait cinq); et il les aligna devant lui et dit :« Maintenant, à nous deux de conclure un marché ! Si tu n'attrapes pas lessouris alors que tu seras toujours et toujours et toujours dans la Caverne,je te jetterai ces cinq objets chaque fois que je te verrai, et ainsi feronttous les autres Hommes après moi.- Ah! dit la Femme tout ouïe. C'est un Chat habile, mais il n'est pas aussihabile que mon Homme. »Le Chat compta les cinq objets (et ils avaient l'air très bosselés) et ildit :« J'attraperai les souris tant que je serai dans la Caverne pour toujours età jamais, mais je suis encore le Chat qui va son chemin tout seul et pourmoi tous les endroits se valent.- Pas tant que je suis là, dit l'Homme. Si tu n'avais pas dit ces derniersmots, j'aurais rangé ces objets à jamais et pour toujours, mais à présent jete jetterai mes deux bottes et ma petite hache de pierre (ce qui fait trois)chaque fois que je te rencontrerai. Et ainsi feront tous les autres Hommesaprès moi. »Alors le Chien dit :« Attends une minute, il n'a pas conclu le marché avec moi ni avec tous lesautres Chiens après moi. »Puis il montra les crocs et dit :« Si tu n'es pas gentil avec le Bébé tant que je serai dans la Caverne pourtoujours et à jamais, je te poursuivrai jusqu'à ce que je t'attrape et quandje t'aurai attrapé, je te mordrai. Et ainsi feront tous les autres Chiensaprès moi.- Ah! dit la Femme tout ouïe. C'est un Chat très habile, mais il n'est pasaussi habile que le Chien. »Chat compta les crocs du Chien (et ils avaient l'air très pointus) et il dit:« Je serai gentil avec le Bébé tant que je serai dans la Caverne, pourvuqu'il ne me tire pas la queue trop fort pour toujours et à jamais. Mais jesuis encore le Chat qui va son chemin tout seul et pour moi tous lesendroits se valent.- Pas tant que je suis là, dit le Chien. Si tu n'avais pas dit ces derniersmots, j'aurais fermé ma gueule pour toujours et à jamais, mais à présent jete ferai grimper aux arbres chaque fois que je te rencontrerai. Et ainsiferont tous les autres Chiens après moi. »Alors l'Homme jeta ses deux bottes et sa petite hache de pierre (ce qui faittrois) sur le Chat, et le Chat s'enfuit en courant hors de la Caverne et leChien le fit grimper en haut d'un arbre ; et depuis ce jour jusqu'àaujourd'hui, ma Mieux-Aimée, trois Hommes sur cinq ne manqueront jamais dejeter des choses à un Chat chaque fois qu'ils en rencontreront un et tousles autres Chiens lui courront après pour le faire grimper aux arbres. Maisle Chat respecte lui aussi sa part du marché. Il tuera les souris et il seragentil avec le Bébé tant qu'il sera dans la maison, pourvu qu'il ne lui tirepas la queue trop fort. Mais lorsqu'il a fait tout ça et entre-temps, quandla lune se lève et que la nuit vient, il est encore le Chat qui va sonchemin tout seul et pour lui tous les endroits se valent. Alors il part dansles Bois Humides et Sauvages ou dans les Arbres Humides et Sauvages ou biensur les Toits Humides et Sauvages, en agitant sa queue sauvage et en s'enallant solitaire et sauvage.

vendredi 16 novembre 2007

Poesia popular, ou quase

Com um brilhozinho nos olhos
e a saia rodada
escancaraste a porta do bar
trazias o cabelo aos ombros
passeando de cá para lá
como as ondas do mar.
Conheço tão bem esses olho
se nunca me enganam,
o que é que aconteceu, diz lá
é que hoje fiz um amigo
e coisa mais preciosa no mundo não há.
Com um brilhozinho nos olhos
metemos o carro muito à frente,

muito à frente dos bois
ou seja, fizemos promessas
trocamos retratos
trocamos projectos os dois
trocamos de roupa,

trocamos de corpo,
trocamos de beijos,

tão bom, é tão bom
e com um brilhozinho nos olhos
tocamos guitarra p'lo menos a julgar pelo som
E que é que foi que ele disse?
E que é que foi que ele disse?
Hoje soube-me a pouco.
passa aí mais um bocadinho
que estou quase a ficar louco
Hoje soube-me a tanto
portanto,

Hoje soube-me a pouco
Com um brilhozinho nos olhos
corremos os estores
pusemos a rádio no "on"
acendemos a já costumeira
velinha de igreja
pusemos no "off" o telefone

e olha,
não dá p'ra contar

mas sei que tu sabes
daquilo que sabes que eu sei
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos parados depois do que não te contei
Com um brilhozinho nos olhos
dissemos, sei lá
o que nos passou pela tola [o que nos passou pelo goto]
do estilo és o "number one"

dou-te vinte valores
és um treze no totobola [és o seis do meu totoloto]
e às duas por três
bebemos um copo
fizemos o quatro e pintámos o sete
e com um brilhozinho nos olhos
ficamos imóveis
a dar uma de "tête a tête"
E que é que foi que ele disse?...
E com um brilhozinho nos olhos
tentamos saber
para lá do que muito se amou
quem éramos nós
quem queríamos ser

e quais as esperanças
que a vida roubou

e olhei-o de longe
e mirei-o de perto
que quem não vê caras
não vê corações
com um brilhozinho nos olhos
guardei um amigo
que é coisa que vale milhões.
E que é que foi que ele disse?...

Sérgio Godinho, "Com um brilhozinho nos olhos"
In: 1981,"Canto da Boca"

The Truth Of Masks, a Note On Illusion


Being natural is simply a pose, and the most irritating pose I know
Oscar Wild, The Picture of Dorian Gray

... the illusion of truth for its method, and the illusion of beauty for its result. ... For in art there is no such thing as a universal truth. A truth in art is that whose contradictory is also true. ... The truths of metaphysics are the truths of masks.
Oscar Wild (1854-1900), The Truth Of Masks, a Note On Illusion.



dimanche 11 novembre 2007

Paul Ricoeur, philosophe de tous les dialogues

Nécrologie - Paul Ricoeur, philosophe de tous les dialogues
LE MONDE 21.05.05 13h56

Le philosophe Paul Ricoeur, âgé de 92 ans, auteur de "Temps et récit", est mort vendredi 20 mai, à Châtenay-Malabry (Hauts-de-Seine).
Né à Valence (Drôme) le 27 février 1913 dans une famille de vieille tradition protestante, Paul Ricoeur perd ses parents alors qu'il est encore enfant. Pupille de la nation, il est élevé par ses grands-parents. C'est à son professeur de terminale, Roland Dalbiez (l'un des premiers, en France, à avoir écrit sur Freud), qu'il doit sa vocation philosophique. Devenu professeur à son tour après un travail de maîtrise sur "le problème de Dieu chez Lachelier et Lagneau" et après avoir été reçu à l'agrégation de philosophie, il est mobilisé en 1939. Fait prisonnier en mai 1940, il passe l'essentiel de la guerre dans un oflag en Poméranie. Après la Libération, il est nommé à l'université de Strasbourg où il enseigne de 1948 à 1957 : dix années qui, ainsi qu'il l'écrira plus tard dans son autobiographie, Réflexion faite (Seuil, 1995), demeurent "les plus heureuses de (sa) vie universitaire".
En 1957, il occupe la chaire de philosophie générale à la Sorbonne puis, en 1965, rejoint la toute jeune faculté des lettres de l'université de Nanterre, dont il devient doyen en 1969. Tout en faisant courageusement face à ses responsabilités administratives, Ricoeur, qui a déjà été choqué par Mai 68, vit assez mal les événements qui marquent les premiers mois de 1970 sur le campus de Nanterre, alors livré aux agissements de toutes sortes de factions violentes. Victime d'attaques injustes et même d'agressions physiques, déçu par l'incompréhension du gouvernement aussi bien que par l'impossibilité de moderniser les structures de l'enseignement supérieur français, il finit par démissionner de son poste de doyen (1970). Il s'exile alors pour trois ans à l'Université catholique de Louvain, avant de regagner Nanterre où il enseigne à nouveau jusqu'à sa retraite (1981).
Celle-ci lui permet de se consacrer plus intensément à sa seconde carrière, aux Etats-Unis, notamment à l'université de Chicago où, depuis le début des années 1970, il est invité chaque hiver. Il continue par ailleurs, jusqu'à la fin de sa vie, à consacrer une part importante de son temps à la Revue de métaphysique et de morale (qu'il a dirigée) ainsi qu'à l'Institut international de philosophie, et à recevoir de très nombreuses invitations émanant d'universités du monde entier (entre autres, plus de trente doctorats honoris causa).
Humaniste aux vastes connaissances, attentif à la littérature autant qu'aux sciences humaines (ainsi qu'en témoignent les textes réunis dans les trois volumes de Lectures publiés par le Seuil), voyageur ouvert à la culture anglo-saxonne aussi bien qu'à la tradition allemande, Paul Ricoeur est un homme difficile à enfermer dans une école ou un courant précis. Le christianisme, la phénoménologie, l'herméneutique, la psychanalyse, la linguistique et l'histoire ont, dans des proportions variables, contribué à la formation de sa pensée. Mais si celle-ci appartient, pour le dire vite, à la mouvance de l'existentialisme chrétien et du personnalisme, elle ne se laisse pas aisément réduire à un système.
Les premières influences qui s'exercent sur Ricoeur sont celles d'Emmanuel Mounier (1905-1950) et de Gabriel Marcel (1889-1973). Dès sa fondation par Mounier (1932), il devient un lecteur assidu de la revue Esprit, à laquelle il collaborera fréquemment après la guerre. Mais c'est d'abord chez Marcel que Ricoeur découvre le modèle d'une réflexion philosophique faisant une place centrale à la question religieuse sans pour autant renoncer à la rigueur conceptuelle. C'est grâce à Marcel, également, qu'il s'initie à partir de 1934 à la phénoménologie, en particulier à l'oeuvre d'Edmund Husserl ­ dont il traduit pendant ses années de captivité le premier volume des Idées directrices pour une phénoménologie pure (Gallimard, 1950) ­ et à celle de Karl Jaspers (1883-1969), auquel Ricoeur consacre son premier livre, Karl Jaspers et la philosophie de l'existence (Seuil, 1947), écrit en collaboration avec Mikel Dufrenne.
Puis, pour obtenir son doctorat tout en donnant à ses inquiétudes de chrétien préoccupé par le thème de la faute une réponse digne des exigences de la méthode phénoménologique, Ricoeur entreprend une vaste Philosophie de la volonté dont le premier tome (Le Volontaire et l'Involontaire) paraît en 1949, les deux suivants (L'Homme faillible et La Symbolique du mal) étant ultérieurement réunis sous un titre unique, Finitude et culpabilité (Aubier, 1960).
Au fil de ces trois volumes, les questions classiques dont part Ricoeur (comment peut-on vouloir le mal ? Qu'est-ce que la mauvaise foi ? Quel est le sens d'un acte involontaire ?) l'amènent peu à peu à explorer, derrière la couche superficielle de la conscience, les profondeurs de l'inconscient individuel aussi bien que celles de l'univers symbolique dans les termes duquel les grandes religions s'efforcent de penser le problème du mal. C'est ainsi qu'il rencontre simultanément psychanalyse et herméneutique.
A l'époque, ces deux disciplines d'origine germanique sont mal connues en France. De Friedrich Schleiermacher (1768-1834) à Hans-Georg Gadamer (1900-2002) en passant par nombre de théologiens protestants, l'herméneutique s'efforce d'appliquer les outils de l'exégèse biblique aux contenus de la philosophie morale. La psychanalyse, par d'autres voies, remet en question le narcissisme du cogito classique. De l'une comme de l'autre, ainsi que des travaux de son ami Mircea Eliade, Ricoeur retient l'idée que la réalité humaine est avant tout constituée de symboles dont le déchiffrement est en droit interminable. Et c'est cette intuition qu'il développe dans ses deux livres suivants ­ qui, sur le moment, ne sont pas toujours bien compris : De l'interprétation, essai sur Freud (Seuil, 1965) et Le Conflit des interprétations, essais d'herméneutique (Seuil, 1970).

vendredi 9 novembre 2007

Sur la route


Man Ray, Sur la route (Les Mystères du Chateau du De), 1929

Lee Miller

Notice Biographique









Man Ray, Lee Miller (Neck), 1930

Images of women, particularly the nude, dominate surrealist photography. Unlike conventional images of the female body, the use of unusual lighting and darkroom techniques emphasises their artificiality. The figure is often distorted and in several photographs in this selection, the head has been cropped out.
The capacity of desire to transform reality is evoked by images like Man Ray's Anatomies (1929), in which the angle of the model's tilted head and neck makes her flesh resemble an erect penis. The model is believed to be the photographer Lee Miller, Man Ray's lover. In her own photograph, Nude Bent Forward (c1931), Miller twins male and female form in a similar fashion.
in http://www.tate.org.uk/modern/exhibitions/surrealism/room5.htm


"What we all lack"

Man Ray, "What we all lack", 1935
(Clay pipe wth glass ball)

Ou...

A map of the world that does not include Utopia is not even worth glancing at.
Oscar Wilde

jeudi 8 novembre 2007

Alice Prin

Emmanuel Rudnitsky,
"Kiki behind a Giacometti Sculpture", 1924-1925
The sculpture is entitled "The Palace at 2 a.m." (or perhaps 4 a.m. in the final version).

mercredi 7 novembre 2007

Uma definição negativa de "Música"


Minha música não quer

Ser útil
Não quer ser moda
Não quer estar certa...
Minha música não quer
Ser bela
Não quer ser má
Minha música não quer
Nascer pronta...
Minha música não quer
Redimir mágoas
Nem dividir águas
Não quer traduzir
Não quer protestar...
Minha música não quer
Me pertencer
Não quer ser sucesso
Não quer ser reflexo
Não quer revelar nada...
Minha música não quer
Ser sujeito
Não quer ser história
Não quer ser resposta
Não quer perguntar...
Minha música quer estar
Além do gosto
Não quer ter rosto
Não quer ser cultura...
Minha música quer ser
De categoria nenhuma
Minha música quer
Só ser música
Minha música
Não quer pouco...

Adriana Calcanhotto, "Minha Música"
Album: A Fabrica do Poema, 1994

Younes's one minute films


lundi 29 octobre 2007

Re: Patricia

"Art is [indeed!] what you can get away with" Andy Warhol

L'insertion professionnelle


Old fashioned management?


L'espace social chez Bourdieu


Ce que Sarko entend par "socialisation"


La théorie de la justice de John Rawls


Le "sentiment blasé" chez Simmel


Un propos durkheimien

Pour un enseignement des sciences sociales et humaines dès l'école primaire avec Bernard LAHIRE
Il n'y a d'homme plus complet que celui qui a beaucoup voyagé, qui a changé vingt fois la forme de sa pensée et de sa vie.

Alphonse de Lamartine

L’essence du néolibéralisme

"CETTE UTOPIE, EN VOIE DE RÉALISATION, D’UNE EXPLOITATION SANS LIMITE
L’essence du néolibéralisme
Pierre Bourdieu

Le Monde Diplomatique Archives — Mars 1998

LE monde économique est-il vraiment, comme le veut le discours dominant, un ordre pur et parfait, déroulant implacablement la logique de ses conséquences prévisibles, et prompt à réprimer tous les manquements par les sanctions qu’il inflige, soit de manière automatique, soit - plus exceptionnellement - par l’intermédiaire de ses bras armés, le FMI ou l’OCDE, et des politiques qu’ils imposent : baisse du coût de la main- d’oeuvre, réduction des dépenses publiques et flexibilisation du travail ? Et s’il n’était, en réalité, que la mise en pratique d’une utopie, le néolibéralisme, ainsi convertie en programme politique, mais une utopie qui, avec l’aide de la théorie économique dont elle se réclame, parvient à se penser comme la description scientifique du réel ?
Cette théorie tutélaire est une pure fiction mathématique, fondée, dès l’origine, sur une formidable abstraction : celle qui, au nom d’une conception aussi étroite que stricte de la rationalité identifiée à la rationalité individuelle, consiste à mettre entre parenthèses les conditions économiques et sociales des dispositions rationnelles et des structures économiques et sociales qui sont la condition de leur exercice.
Il suffit de penser, pour donner la mesure de l’omission, au seul système d’enseignement, qui n’est jamais pris en compte en tant que tel en un temps où il joue un rôle déterminant dans la production des biens et des services, comme dans la production des producteurs. De cette sorte de faute originelle, inscrite dans le mythe walrasien (
1) de la « théorie pure », découlent tous les manques et tous les manquements de la discipline économique, et l’obstination fatale avec laquelle elle s’accroche à l’opposition arbitraire qu’elle fait exister, par sa seule existence, entre la logique proprement économique, fondée sur la concurrence et porteuse d’efficacité, et la logique sociale, soumise à la règle de l’équité.
Cela dit, cette « théorie » originairement désocialisée et déshistoricisée a, aujourd’hui plus que jamais, les moyens de se rendre vraie, empiriquement vérifiable. En effet, le discours néolibéral n’est pas un discours comme les autres. A la manière du discours psychiatrique dans l’asile, selon Erving Goffman (
2), c’est un « discours fort », qui n’est si fort et si difficile à combattre que parce qu’il a pour lui toutes les forces d’un monde de rapports de forces qu’il contribue à faire tel qu’il est, notamment en orientant les choix économiques de ceux qui dominent les rapports économiques et en ajoutant ainsi sa force propre, proprement symbolique, à ces rapports de forces. Au nom de ce programme scientifique de connaissance, converti en programme politique d’action, s’accomplit un immense travail politique (dénié puisque, en apparence, purement négatif) qui vise à créer les conditions de réalisation et de fonctionnement de la « théorie » ; un programme de destruction méthodique des collectifs.
Le mouvement, rendu possible par la politique de déréglementation financière, vers l’utopie néolibérale d’un marché pur et parfait, s’accomplit à travers l’action transformatrice et, il faut bien le dire, destructrice de toutes les mesures politiques (dont la plus récente est l’AMI, Accord multilatéral sur l’investissement, destiné à protéger, contre les Etats nationaux, les entreprises étrangères et leurs investissements), visant à mettre en question toutes les structures collectives capables de faire obstacle à la logique du marché pur : nation, dont la marge de manoeuvre ne cesse de décroître ; groupes de travail, avec, par exemple, l’individualisation des salaires et des carrières en fonction des compétences individuelles et l’atomisation des travailleurs qui en résulte ; collectifs de défense des droits des travailleurs, syndicats, associations, coopératives ; famille même, qui, à travers la constitution de marchés par classes d’âge, perd une part de son contrôle sur la consommation.
LE programme néolibéral, qui tire sa force sociale de la force politico-économique de ceux dont il exprime les intérêts - actionnaires, opérateurs financiers, industriels, hommes politiques conservateurs ou sociaux-démocrates convertis aux démissions rassurantes du laisser-faire, hauts fonctionnaires des finances, d’autant plus acharnés à imposer une politique prônant leur propre dépérissement que, à la différence des cadres des entreprises, ils ne courent aucun risque d’en payer éventuellement les conséquences -, tend globalement à favoriser la coupure entre l’économie et les réalités sociales, et à construire ainsi, dans la réalité, un système économique conforme à la description théorique, c’est-à-dire une sorte de machine logique, qui se présente comme une chaîne de contraintes entraînant les agents économiques.
La mondialisation des marchés financiers, jointe au progrès des techniques d’information, assure une mobilité sans précédent de capitaux et donne aux investisseurs, soucieux de la rentabilité à court terme de leurs investissements, la possibilité de comparer de manière permanente la rentabilité des plus grandes entreprises et de sanctionner en conséquence les échecs relatifs. Les entreprises elles-mêmes, placées sous une telle menace permanente, doivent s’ajuster de manière de plus en plus rapide aux exigences des marchés ; cela sous peine, comme l’on dit, de « perdre la confiance des marchés », et, du même coup, le soutien des actionnaires qui, soucieux d’obtenir une rentabilité à court terme, sont de plus en plus capables d’imposer leur volonté aux managers, de leur fixer des normes, à travers les directions financières, et d’orienter leurs politiques en matière d’embauche, d’emploi et de salaire.
Ainsi s’instaurent le règne absolu de la flexibilité, avec les recrutements sous contrats à durée déterminée ou les intérims et les « plans sociaux » à répétition, et, au sein même de l’entreprise, la concurrence entre filiales autonomes, entre équipes contraintes à la polyvalence et, enfin, entre individus, à travers l’ individualisation de la relation salariale : fixation d’objectifs individuels ; entretiens individuels d’évaluation ; évaluation permanente ; hausses individualisées des salaires ou octroi de primes en fonction de la compétence et du mérite individuels ; carrières individualisées ; stratégies de « responsabilisation » tendant à assurer l’auto-exploitation de certains cadres qui, simples salariés sous forte dépendance hiérarchique, sont en même temps tenus pour responsables de leurs ventes, de leurs produits, de leur succursale, de leur magasin, etc., à la façon d’« indépendants » ; exigence de l’« autocontrôle » qui étend l’« implication » des salariés, selon les techniques du « management participatif », bien au-delà des emplois de cadres. Autant de techniques d’assujettissement rationnel qui, tout en imposant le surinvestissement dans le travail, et pas seulement dans les postes de responsabilité, et le travail dans l’urgence, concourent à affaiblir ou à abolir les repères et les solidarités collectives (
3).
L’institution pratique d’un monde darwinien de la lutte de tous contre tous, à tous les niveaux de la hiérarchie, qui trouve les ressorts de l’adhésion à la tâche et à l’entreprise dans l’insécurité, la souffrance et le stress, ne pourrait sans doute pas réussir aussi complètement si elle ne trouvait la complicité des dispositions précarisées que produit l’insécurité et l’existence, à tous les niveaux de la hiérarchie, et même aux niveaux les plus élevés, parmi les cadres notamment, d’une armée de réserve de main-d’oeuvre docilisée par la précarisation et par la menace permanente du chômage. Le fondement ultime de tout cet ordre économique placé sous le signe de la liberté, est en effet, la violence structurale du chômage, de la précarité et de la menace du licenciement qu’elle implique : la condition du fonctionnement « harmonieux » du modèle micro-économique individualiste est un phénomène de masse, l’existence de l’armée de réserve des chômeurs.
Cette violence structurale pèse aussi sur ce que l’on appelle le contrat de travail (savamment rationalisé et déréalisé par la « théorie des contrats »). Le discours d’entreprise n’a jamais autant parlé de confiance, de coopération, de loyauté et de culture d’entreprise qu’à une époque où l’on obtient l’adhésion de chaque instant en faisant disparaître toutes les garanties temporelles (les trois quarts des embauches sont à durée déterminée, la part des emplois précaires ne cesse de croître, le licenciement individuel tend à n’être plus soumis à aucune restriction).
On voit ainsi comment l’utopie néolibérale tend à s’incarner dans la réalité d’une sorte de machine infernale, dont la nécessité s’impose aux dominants eux-mêmes. Comme le marxisme en d’autres temps, avec lequel, sous ce rapport, elle a beaucoup de points communs, cette utopie suscite une formidable croyance, la free trade faith (la foi dans le libre-échange), non seulement chez ceux qui en vivent matériellement, comme les financiers, les patrons de grandes entreprises, etc., mais aussi chez ceux qui en tirent leurs justifications d’exister, comme les hauts fonctionnaires et les politiciens, qui sacralisent le pouvoir des marchés au nom de l’efficacité économique, qui exigent la levée des barrières administratives ou politiques capables de gêner les détenteurs de capitaux dans la recherche purement individuelle de la maximisation du profit individuel, instituée en modèle de rationalité, qui veulent des banques centrales indépendantes, qui prêchent la subordination des Etats nationaux aux exigences de la liberté économique pour les maîtres de l’économie, avec la suppression de toutes les réglementations sur tous les marchés, à commencer par le marché du travail, l’interdiction des déficits et de l’inflation, la privatisation généralisée des services publics, la réduction des dépenses publiques et sociales.
SANS partager nécessairement les intérêts économiques et sociaux des vrais croyants, les économistes ont assez d’intérêts spécifiques dans le champ de la science économique pour apporter une contribution décisive, quels que soient leurs états d’âme à propos des effets économiques et sociaux de l’utopie qu’ils habillent de raison mathématique, à la production et à la reproduction de la croyance dans l’utopie néolibérale. Séparés par toute leur existence et, surtout, par toute leur formation intellectuelle, le plus souvent purement abstraite, livresque et théoriciste, du monde économique et social tel qu’il est, ils sont particulièrement enclins à confondre les choses de la logique avec la logique des choses.
Confiants dans des modèles qu’ils n’ont pratiquement jamais l’occasion de soumettre à l’épreuve de la vérification expérimentale, portés à regarder de haut les acquis des autres sciences historiques, dans lesquels ils ne reconnaissent pas la pureté et la transparence cristalline de leurs jeux mathématiques, et dont ils sont le plus souvent incapables de comprendre la vraie nécessité et la profonde complexité, ils participent et collaborent à un formidable changement économique et social qui, même si certaines de ses conséquences leur font horreur (ils peuvent cotiser au Parti socialiste et donner des conseils avisés à ses représentants dans les instances de pouvoir), ne peut pas leur déplaire puisque, au péril de quelques ratés, imputables notamment à ce qu’ils appellent parfois des « bulles spéculatives », il tend à donner réalité à l’utopie ultraconséquente (comme certaines formes de folie) à laquelle ils consacrent leur vie.
Et pourtant le monde est là, avec les effets immédiatement visibles de la mise en oeuvre de la grande utopie néolibérale : non seulement la misère d’une fraction de plus en plus grande des sociétés les plus avancées économiquement, l’accroissement extraordinaire des différences entre les revenus, la disparition progressive des univers autonomes de production culturelle, cinéma, édition, etc., par l’imposition intrusive des valeurs commerciales, mais aussi et surtout la destruction de toutes les instances collectives capables de contrecarrer les effets de la machine infernale, au premier rang desquelles l’Etat, dépositaire de toutes les valeurs universelles associées à l’idée de public, et l’imposition, partout, dans les hautes sphères de l’économie et de l’Etat, ou au sein des entreprises, de cette sorte de darwinisme moral qui, avec le culte du winner, formé aux mathématiques supérieures et au saut à l’élastique, instaure comme normes de toutes les pratiques la lutte de tous contre tous et le cynisme.
Peut-on attendre que la masse extraordinaire de souffrance que produit un tel régime politico-économique soit un jour à l’origine d’un mouvement capable d’arrêter la course à l’abîme ? En fait, on est ici devant un extraordinaire paradoxe : alors que les obstacles rencontrés sur la voie de la réalisation de l’ordre nouveau - celui de l’individu seul, mais libre - sont aujourd’hui tenus pour imputables à des rigidités et des archaïsmes, et que toute intervention directe et consciente, du moins lorsqu’elle vient de l’Etat, par quelque biais que ce soit, est d’avance discréditée, donc sommée de s’effacer au profit d’un mécanisme pur et anonyme, le marché (dont on oublie qu’il est aussi le lieu d’exercice d’intérêts), c’est en réalité la permanence ou la survivance des institutions et des agents de l’ordre ancien en voie de démantèlement, et tout le travail de toutes les catégories de travailleurs sociaux, et aussi toutes les solidarités sociales, familiales ou autres, qui font que l’ordre social ne s’effondre pas dans le chaos malgré le volume croissant de la population précarisée.
Le passage au « libéralisme » s’accomplit de manière insensible, donc imperceptible, comme la dérive des continents, cachant ainsi aux regards ses effets, les plus terribles à long terme. Effets qui se trouvent aussi dissimulés, paradoxalement, par les résistances qu’il suscite, dès maintenant, de la part de ceux qui défendent l’ordre ancien en puisant dans les ressources qu’il recelait, dans les solidarités anciennes, dans les réserves de capital social qui protègent toute une partie de l’ordre social présent de la chute dans l’anomie. (Capital qui, s’il n’est pas renouvelé, reproduit, est voué au dépérissement, mais dont l’épuisement n’est pas pour demain.)
MAIS ces mêmes forces de « conservation », qu’il est trop facile de traiter comme des forces conservatrices, sont aussi, sous un autre rapport, des forces de résistance à l’instauration de l’ordre nouveau, qui peuvent devenir des forces subversives. Et si l’on peut donc conserver quelque espérance raisonnable, c’est qu’il existe encore, dans les institutions étatiques et aussi dans les dispositions des agents (notamment les plus attachés à ces institutions, comme la petite noblesse d’Etat), de telles forces qui, sous apparence de défendre simplement, comme on le leur reprochera aussitôt, un ordre disparu et les « privilèges » correspondants, doivent en fait, pour résister à l’épreuve, travailler à inventer et à construire un ordre social qui n’aurait pas pour seule loi la recherche de l’intérêt égoïste et la passion individuelle du profit, et qui ferait place à des collectifs orientés vers la poursuite rationnelle de fins collectivement élaborées et approuvées.
Parmi ces collectifs, associations, syndicats, partis, comment ne pas faire une place spéciale à l’Etat, Etat national ou, mieux encore, supranational, c’est-à-dire européen (étape vers un Etat mondial), capable de contrôler et d’imposer efficacement les profits réalisés sur les marchés financiers et, surtout, de contrecarrer l’action destructrice que ces derniers exercent sur le marché du travail, en organisant, avec l’aide des syndicats, l’élaboration et la défense de l’ intérêt public qui, qu’on le veuille ou non, ne sortira jamais, même au prix de quelque faux en écriture mathématique, de la vision de comptable (en un autre temps, on aurait dit d’« épicier ») que la nouvelle croyance présente comme la forme suprême de l’accomplissement humain.
(
1) NDLR : par référence à Auguste Walras (1800-1866), économiste français, auteur de De la nature de la richesse et de l’origine de la valeur (1848) ; il fut l’un des premiers à tenter d’appliquer les mathématiques à l’étude économique.
(
2) Erving Goffman, Asiles. Etudes sur la condition sociale des malades mentaux, Editions de Minuit, Paris, 1968.
(
3) On pourra se reporter, sur tout cela, aux deux numéros des Actes de la recherche en sciences sociales consacrés aux « Nouvelles formes de domination dans le travail » (1 et 2), no 114, septembre 1996, et no 115, décembre 1996, et tout spécialement à l’introduction de Gabrielle Balazs et Michel Pialoux, « Crise du travail et crise du politique », no 114, p. 3-4."
http://www.monde-diplomatique.fr/1998/03/BOURDIEU/10167mars 1998 - Page 3
"Hands on lips"
Emmanuel Rudnitsky, (1890-1976)

dimanche 28 octobre 2007

The 'wonders' of coach-land...


Joan Miro, "Les Personnages" - Place de La Défense, Paris

Human Behaviour

If you ever get close to a human
and human behaviour
be ready to get confused

there's definitely no logic
to human behaviour
but yet so irresistible

there's no map
to human behaviour

they're terribly moody
then all of a sudden turn happy
but, oh, to get involved in the exchange
of human emotions
is ever so satisfying

there's no map
and a compass
wouldn't help at all

human behaviour


Bjork, "Human Behaviour", Album: Debut

La ville et le soi

Par Bernard Lahire

"Transversales Villes.Lyon
QUOTIDIEN : vendredi 17 novembre 2006

Bernard Lahire est né à Lyon en 1963. Professeur de sociologie à l'ENS lettres et sciences humaines, et directeur du groupe de recherche sur la socialisation (CNRS), il a été membre de l'Institut universitaire de France (1995-2000). Il dirige la collection «Laboratoire des sciences sociales» aux éditions la Découverte et a publié, à ce jour, plus d'une dizaine d'ouvrages.

«Une ville, une campagne, de loin c'est une ville et une campagne, mais à mesure qu'on s'approche, ce sont des maisons, des arbres, des tuiles, des feuilles, des herbes, des fourmis, des jambes de fourmis, à l'infini. Tout cela s'enveloppe sous le nom de campagne.» Voilà ce qu'écrivait Pascal pour faire ressentir à son lecteur le vertige de l'infinie complexité d'une réalité qui, observée à des échelles très différentes, ne présente jamais le même visage. Comme tout organisme social, une ville n'est pas une réalité qui peut se résumer à grands traits, à l'aide de quelques symboles caricaturaux ; ceux que manient guides touristiques et discours municipaux célébratoires en tout genre. Se prêter à ce genre d'exercice serait participer au vacarme ordinaire qu'orchestrent les préposés aux clochers, au lieu de s'efforcer de faire le moins de bruit possible pour être en mesure d'écouter aussi le pas des fourmis.
Je serais bien incapable d'écrire, sans rire, des pages poétiques sur Lyon, son glorieux passé romain, ses soyeux, sa gastronomie, ses deux (ou trois) fleuves, son côté florentin, sa place Bellecour, son Vieux-Lyon, sa colline escarpée de Fourvière et sa Croix-Rousse... Je me suis par ailleurs souvent demandé comment on pouvait entretenir un attachement fort à un lieu, et notamment à une ville, un village ou un quartier. L'idée même de se présenter comme «Lyonnais», «Marseillais», «Bordelais» ou «Parisien» m'a toujours paru étrange et c'est seulement lorsque d'autres ont cherché à me définir, à m'identifier, que j'ai découvert alors qu'on pouvait, parmi d'autres choses, me considérer comme un «Lyonnais».
Né à Lyon, donc Lyonnais. Sociologue exerçant officiellement ce métier depuis près de quinze ans à Lyon (université Lyon-II, puis Ecole normale supérieure), donc Lyonnais. Et pourtant, rien n'est plus étranger à ma perception spontanée que de définir mon existence à partir d'un point sur une carte. Plusieurs raisons, très mêlées, expliquent sans doute cet état de fait.
Né à Lyon, certes, mais de parents migrateurs ayant quitté ce qui avait été une partie de la France et qui conquérait légitimement son indépendance (l'Algérie), pour rejoindre «la métropole» (la France). Quand on naît dans un milieu familial déraciné qui a perdu ses habitudes, ses rythmes et ses rites originels, on a du mal soi-même à se sentir totalement d'«ici», sans avoir pour autant de «là-bas» en tête et «en corps». La famille élargie, la communauté des migrants ayant vécu le même drame (car toute immigration charrie son lot de souffrances et de déchirements), forme alors un monde un peu à part qui fait qu'on n'est pas tout à fait comme les autres (les «Français métropolitains»). Les enfants de migrants peuvent avoir l'impression d'être «différents», sans se sentir pour autant d'«ailleurs». Ils n'ont pas forcément une «identité» à défendre contre une autre, mais peuvent développer, ce qui a été mon cas, une sorte d'indifférence au lieu, au territoire.
Habitant à Lyon, oui, mais n'ayant pas toujours vécu dans cette ville (Châteaudun, Bourg-en-Bresse, Rillieux-la-Pape, Vénissieux). Habitant Lyon depuis plus de quinze ans, mais ne pratiquant guère la ville hors des lieux incontournables de la vie quotidienne et capable, encore aujourd'hui, de me perdre dans la ville, sans carte ou sans itinéraire soigneusement préparé à l'avance. Enfin, habitant Lyon, mais pas dans un de ses quartiers («beaux», «pittoresques» ou «artistes») nommés et renommés. Dans toute ville, il existe de nombreuses zones incertaines, sans identité très nette, dont on ne parle jamais et qui attirent rarement les habitants en quête d'identification par le lieu. C'est dans ce genre de non-quartier que j'ai toujours le mieux trouvé mes marques. L'absence de toute vie de quartier me semble indispensable pour pouvoir jouir d'une certaine tranquillité, hors de toute agitation particulière sinon celle, bien banale, des passants, des vélos et des voitures qui, comme les passants, se contentent de passer...
Du fait de mon indifférence relative à l'espace, et notamment à l'esthétique des lieux, je n'aurais sans doute pas pu exercer les métiers d'architecte ou d'urbaniste, ni même sans doute de géographe. Comme pour Kafka, qui ne dit presque rien des lieux où se déroule l'action de ses héros, ce sont plutôt les personnes et les rapports qu'elles nouent entre elles, dans des contextes plus ou moins fortement institutionnalisés, qui m'intéressent, rarement les espaces physiques dans lesquels elles s'inscrivent.
Les seuls territoires personnels que je pourrais revendiquer sont mon bureau, logé au coeur de l'espace domestique, dans lequel j'écris des textes à partir de matériaux d'enquêtes, et ma discipline d'appartenance, la sociologie. Comme nombre d'autres scientifiques, je fréquente bien autant les morts et les étrangers que les vivants et les proches. Mon attachement le plus fort est donc celui qui me lie à un territoire abstrait (la sociologie), dont la fréquentation quotidienne passe par l'inscription dans un lieu physique concret (un lieu d'étude), connecté, grâce aux moyens de communication modernes, au reste du monde.
Mais qu'on le veuille ou non, qu'on s'en satisfasse ou qu'on le déplore, les villes sont des lieux classés et classants, qui participent le plus souvent, dans les fantasmes culturels, de la valeur de ceux qui y vivent et y travaillent. D'aucuns restent convaincus, aujourd'hui encore, qu'en dehors de Paris il n'y a point de salut ni de grandeur intellectuelle ou culturelle possibles. Ceux qui le pensent sont, bien sûr, rarement les plus grands, mais ceux dont la taille réelle fait qu'ils ont le plus intérêt à se grandir par leur identification à une «grande ville». Pendant ce temps-là, dans un très grand nombre de villes françaises et aussi à Lyon, des artistes, des auteurs et des chercheurs travaillent et font avancer l'art, la littérature et la science."

http://www.liberation.fr/transversales/villes/217694.FR.php

D'outre-tombe, Bourdieu dézingue Ségolène Royal

Politiques

D'outre-tombe, Bourdieu dézingue Ségolène Royal
Dans une vidéo de 1999 exhumée sur le Net, il la juge «de droite».

Par Ludovic BLECHER

QUOTIDIEN : Jeudi 5 octobre 2006 - 06:00
Au départ, il y a un entretien posthume du sociologue Pierre Bourdieu, décédé en 2002, diffusé vendredi sur Zalea TV. Présentée par cette chaîne alternative du Net comme une séquence «inédite de douze minutes tournée en mai 1999 par Pierre Carles», la vidéo s'intitule : «Gauche-Droite, vu par Pierre Bourdieu» (1).

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«Habitus». Le sociologue y cite en exemple ces «responsables politiques dits de gauche (qui) sont en fait de droite». Comme Ségolène Royal ? C'est en tout cas l'avis de Bourdieu : «Comment elle s'appelle, la femme de Hollande ? Ségolène Royal. Et bien pour moi elle n'est pas de gauche. (...) Elle a un habitus , une manière d'être, une manière de parler qui vous dit : "Elle est de droite"», estime-t-il dans son face-à-face avec Pierre Carles. Il croit même savoir qu'à l'ENA, la jeune Ségolène Royal s'est «posé la question du choix entre la gauche et la droite en terme de plan de carrière» et qu'elle a choisi la gauche faute de places à prendre à droite.
Sitôt après sa diffusion, un court extrait de la séquence est posté anonymement sur Dailymotion, un site de vidéos en partage. S'ensuit un phénomène classique qui voit le lien vers la vidéo tourner de sites en blogs, de boîtes mails en boîtes mails. En quatre jours, les propos de Bourdieu ont été visionnés près de 18 000 fois sur Dailymotion et 560 sur Youtube, une autre plate-forme de vidéos qui diffuse le document dans son intégralité.
«Tronqué». Mais depuis hier, seule cette version longue était encore disponible sur le Web. Dailymotion a retiré le court extrait à la demande de Pierre Carles ­ qui s'est opposé, par mail, à la diffusion d'un «document tronqué» ­, avant de le remettre, puis de l'enlever de nouveau. Pour finalement proposer uniquement la version longue. Cette vidéo ­ diffusée pile le jour où Ségolène Royal a officialisé sa candidature à la candidature ­ continuera certainement de nourrir les débats en ligne. Ces derniers jours, des dizaines de billets et des centaines de commentaires ont été consacrés à cette affaire qui fait, sur l'Internet, autant de bruit que les révélations sur le rôle du frère de Ségolène Royal dans le sabordage du Rainbow Warrior en ont fait sur le papier .
(1) Il s'agit en fait d'un rush du documentaire de Pierre Carles intitulé La sociologie est un sport de combat .

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Aux noms de l'amour

Livres
Aux noms de l'amour

Théoricien radical, André Gorz a composé une élégie à la femme de sa vie.
Par Jean-Baptiste MARONGIU, Frédérique ROUSSEL

QUOTIDIEN : Jeudi 5 octobre 2006 - 06:00
«Tu vas avoir quatre-vingt-deux ans. Tu as rapetissé de six centimètres, tu ne pèses que quarante-cinq kilos et tu es toujours belle, gracieuse et désirable. Cela fait cinquante-huit ans que nous vivons ensemble et je t'aime plus que jamais. Je porte de nouveau au creux de ma poitrine un vide dévorant que seule comble la chaleur de ton corps contre le mien.» Les premières phrases saisissent par leur promesse d'infini. Elles contiennent le mystère de la rencontre pérenne entre un homme et une femme. L'accord du corps et de l'âme. Comment un auteur à la réputation bien établie sur des sujets sérieux, comme le capitalisme en crise et la fin du salariat ou les affres de l'existence humaine en est-il venu à écrire cette Lettre à D. Histoire d'un amour, intime, profondément émouvante ? Pour refaire le chemin, il faut se rendre au terminus de ces cinquante-huit années communes, à Vosnon, petit village de l'Aube entre Champagne et Bourgogne, où le couple s'est établi depuis une vingtaine d'années. L'espace est une matérialisation du temps, ou tout au moins le moyen le plus sûr de le baliser. Aussi, peut-on parcourir le chemin dans les deux sens : celui qui a conduit ce couple du coeur de Paris jusqu'ici, dans cette belle maison de maître, débouchant sur une troublante vieillesse amoureuse, ou bien remonter les années et les lieux vers Saint-Germain-des-Prés et une jeunesse ardente.
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La forme choisie est une lettre. Une Lettre à D . Simple initiale, aux développements infinis dont la femme qu'elle désigne se méfie un peu, gênée moins par une perte tardive de l'anonymat (elle a toujours su qui elle était) que par sa présence dans une scène aménagée par un autre, fût-il l'amour de sa vie. Née en Angleterre, D. a tout partagé et pas mal sacrifié, sans regrets apparents, à celui qui lui a couru après un soir neigeux, le 23 octobre 1947, pour l'inviter à aller danser. Lui, ensuite : théoricien radical de la réduction du temps de travail, puis de sa fin, connu en tant qu'André Gorz ; journaliste et grand reporter sous le pseudonyme de Michel Bosquet, à l'Express et au Nouvel Obs des belles années, introduisant dans la presse les thèmes et les combats écologistes. Sartrien impénitent, il continue à trouver beau le nom même de Sartre, rencontré alors qu'il portait un patronyme rugueux, âpre, bref «sartrien», celui de Gérard Horst, juif en fuite né à Vienne en 1923, devenu français par la force des choses.
Ces nombreuses identités semblent nécessaires à notre homme, contrairement à elle qui n'a toujours été que D. : «Nous naissons plusieurs mais on meurt seul, a écrit quelqu'un. Mes triples ou quadruples identités ont des raisons historiques et le refus de toute identité certaine de ma part. Il n'y avait aucune possibilité de m'identifier à mon père qui était juif, ni à ma mère catholique qui était antisémite, ni à l'Autriche où je suis né, ni à la Suisse, le pays où je me suis réfugié, parce qu'on ne devient jamais suisse, on y reste toujours un étranger.» Quand il commence à travailler à Paris Presse, le directeur le prévient qu'il ne pourra pas signer de son nom allemand, «parce que les Français n'aiment pas les Boches», d'où Bosquet, la traduction en français de Horst. De même, il lui était impensable d'utiliser son patronyme et encore moins son pseudonyme de presse pour signer son premier essai, à cette «époque de guerre froide intérieure» où l'on chassait le communiste partout, et qu'on examinait sa demande de naturalisation. Une troisième identité est alors venue se rajouter aux deux autres, «trouvée sur les jumelles que m'avait léguées mon père, ces jumelles avaient été fabriquées dans un endroit qui s'appelait Gorz, Gorizia pour les Italiens, autrefois autrichienne, une ville extraterritoriale qui n'est ni allemande, ni slovène, ni italienne, un peu comme Trieste». D'où André Gorz, la couverture d'emprunt qui lui sert aujourd'hui pour écrire à D. Peut-être est-il incapable de signer sous son nom de naissance qu'il n'a jamais pleinement habité. Sauf avec elle. « Cela me fait bizarre que vous l'appeliez André, dit-elle en faisant visiter l'hectare de jardin attenant à la demeure qui suffit à leurs promenades. Pour moi, c'est Gérard. Il a toujours été Gérard.»
Gérard, Michel, André, qu'importe... A travers tous ces prénoms, le même homme a aimé la même femme. C'est sans doute dans cet amour-là qu'il se retrouve enfin ne faire qu'un seul. C'est parce que la maladie a frappé et que la mort est proche qu'il ressent le besoin irrépressible de «donner un sens» à leur histoire d'amour. Pour imprimer quelque part l'évidence non dite auparavant, celle de sa présence immuable à elle durant toutes ces années. «J'ai toujours vécu toutes les choses comme provisoires par rapport à mon avenir, j'ai vécu avec D. sans me poser en permanence des questions et sans y faire attention, comme j'ai écrit des articles sans faire attention au journal dans lequel j'écrivais, j'étais toujours absent. C'était mon mode de fonctionnement. Il y avait le refus d'exister, qui est à l'origine de tout narcissisme. Cela me venait de l'enfance. Quoi que je fasse, j'étais coupable. Je me sentais profondément indigne de D. Je ne la méritais pas. En refaisant le chemin de notre histoire commune, j'ai beaucoup pleuré. Il fallait que je fasse ce travail avant de mourir. Puisque notre rapport a été ce qui il y a eu de plus important dans notre vie.»
Avant de devenir philosophe du travail, André Gorz a été philosophe tout court. Et il l'est resté, ne serait-ce que par cette conviction chevillée à jamais à son corps que les idées peuvent changer le monde. Et des idées, il en a brassé au cours de son existence studieuse. Or, depuis Platon, la certitude s'est imposée qu'il n'y a pas de bonnes idées sans amour, que la pensée est érotique. Alors, question subsidiaire : quelle relation entretient l'oeuvre avec l'amour, surtout l'amour de l'autre (des autres) qui l'a rendue possible ? «Je laisse des livres et des archives. Je suis identifiable par ce que j'ai fait. Quand on sera morts tous les deux, que sauront les gens de D. ? Je n'ai jamais écrit sur elle, sauf dans le Traître, et très mal. J'ai eu besoin de rétablir quelque chose qui a existé. C'est un livre personnel que je ne pouvais écrire qu'en m'adressant à elle, je ne pouvais pas l'écrire pour un public imaginaire, parce que cela ne le regarde pas, je l'ai écrit pour elle et pour moi.» Dans le salon de Vosnon, D. est là qui l'écoute parler, assise sur le canapé en contrebas du bureau. Elle ne dit rien. Juste quand il viendra à s'absenter de la pièce quelques minutes, elle confiera: «Il a toujours été plus compliqué que moi.» Elle ne comprend pas pourquoi il a eu besoin d'écrire cette Lettre à D . «Tu ne vas pas le publier ?» lui a-t-elle dit quand il lui a fait lire le manuscrit. Bien sûr qu'il l'a publié.
Pourquoi l'aime-t-il ? Il cherche les raisons qui fondent l'amour pour l'autre. Son altérité justement l'impressionnait. «Avec toi, j'étais ailleurs, en un lieu étranger, étranger à moi-même.» Elle parlait anglais, sans montrer pourtant un fort sentiment d'appartenance nationale. Il l'admirait d'avoir réussi à atténuer son accent. «Mais j'ai toujours un accent», proteste-t-elle, le prenant en faute comme un gamin aveuglé par son amour. Il s'est réfugié dans sa langue à elle, qui est devenue celle de leur intimité, une barrière sur leur monde protégé. «Je disais de toi que tu étais une export only, c'est-à-dire un de ces produits réservés pour l'exportation et introuvables en Grande-Bretagne même.» Il trouve auprès d'elle la sécurité qui lui a fait défaut. Elle aussi sans doute, porteuse comme lui d'une blessure originaire. Une famille brisée par la guerre et les querelles parentales, elle a été élevée par son parrain dans une petite ville de la côte britannique. «Nous étions, l'un et l'autre, des enfants de la précarité et du conflit.» Deux enfants perdus qui se sont arrimés l'un à l'autre.
Ensemble, ils vont affronter le monde. Car «avec toi je pouvais mettre ma réalité en vacances, écrit-il. Tu étais le complément de l'irréalisation du réel.» En parallèle du récit de leur relation, André Gorz convoque les événements, les rencontres marquantes, dont la plus importante fut celle avec Sartre en 1946, qui le pousse à écrire les Fondements . C'était à Lausanne. Sartre y était venu pour une conférence ; à la réception qui a suivi, le jeune homme a monopolisé l'idole pendant une heure : «Les autres n'étaient pas du tout contents. Ce qui m'a surpris, c'était sa vivacité. Chaque fois qu'il portait son verre ou sa cigarette à ses lèvres, il donnait un coup de coude ! Je n'avais jamais connu personne d'aussi vivant, d'aussi heureux d'être vivant, totalement réconcilié avec soi-même.» Le couple formé, il entre dans le cénacle de Jean-Paul et Simone. «Sartre adorait les femmes et il était très impressionné par D. Il aimait les gens qui n'avaient pas de rapports respectueux avec lui, qui ne le traitaient pas comme un monument historique. Il avait horreur de gens qui s'approchaient avec des courbettes, ils avaient perdu déjà avant d'ouvrir la bouche. D. a le chic de traiter les gens importants avec le plus grand naturel, la plus grande aisance, comme des égaux. Ça a plu à Sartre, ça a plu à Mendès.»
On se dit que, sous ces auspices-là, ils auront rayé d'emblée l'option mariage. Oui, il reconnaît qu'il était contre cette «institution bourgeoise», par objections de principe, idéologiques. Elle, elle le souhaitait comme un pacte de vie. Ils se sont mariés au début de l'automne 1949. Encore aujourd'hui, André ressert les mêmes arguments passionnés qu'il opposait à D. quand elle parlait mariage. «On ne peut pas réglementer l'amour, on ne peut pas prescrire ni les normes de conduites, ni de fidélité ou quoi que ce soit. Je parle de pacte pour la vie avant même d'évoquer l'idée de mariage. C'est Touraine qui a écrit : l'amour est la moins sociable des conduites, potentiellement capable de toutes les transgressions sociales. L'amour est une transgression sociale. Parce qu'il préfère une personne à la société, l'amour contient tous les germes de la subversion. Il était très mal vu dans les régimes totalitaires et il continue à l'être. Dans le nazisme ou le stalinisme, l'amour était considéré comme une trahison, parce qu'on n'a pas le droit de mettre une personne au-dessus de la société. Le mariage est un moyen pour la société de récupérer l'amour.» Les arguments «irréfutables» de D., il les a mis dans le livre. On les trouve moins convaincants que les siens. Le théoricien subversif a plié devant la femme pragmatique.
Ce pacte de vie engagé, on le voit, lui, beaucoup travailler. Il la décrit peu évoluer dans la vie quotidienne. Il l'esquisse en pointillés toujours en fond de ses activités. Leur trajet emprunte le biais de différents domiciles, rue des Saints-Pères, rue Saint-Maur, rue du Bac et plusieurs maisons à la campagne, jusqu'à la dernière en date, ici, à Vosnon. A la fin des années quarante, il passe une bonne partie de ses nuits sur son Essai ( Fondements pour une morale, publié finalement en 1977 chez Galilée), avant d'être recruté à Paris Presse où il fait la revue de la presse étrangère. D. l'épaule en gérant une impressionnante documentation qui le suivra partout. L'insécurité professionnelle et financière est-elle trop grande alors pour songer à avoir des enfants ? Cest une des raisons qu'il avance, comme celle de son immaturité : «C'était un sacrifice que D. a fait. Parce qu'elle sentait très bien que je n'étais pas mûr pour une paternité. Elle le sentait...» Pourtant, il l'imagine bonne mère. Mais il n'a pas de regrets, finalement il l'a eue pour lui tout seul. «Ni l'un ni l'autre n'a une famille. Nous n'avions pas de famille à fonder pour transmettre quoi que ce soit, puisque nous n'avions jamais eu de famille nous-mêmes.» Quand il travaille à l'Express à partir de 1955, elle l'accompagne dans ses reportages en France et à l'étranger, partage ses enthousiasmes idéologiques en jouant les modérateurs réalistes. Un rapport de «coopération», explique-t-il, se tournant vers D. toujours muette dans son canapé : « Je ne sais pas ce qu'en pense D. (silence). Là, il y a une injustice. Moi, j'ai écrit un livre qui est essentiellement sur elle et mon rapport avec elle, et c'est moi que vous interrogez. J'assume de l'avoir écrit. Mais le sujet que je me suis donné, ce sujet, c'est elle.»
Qu'elle soit devenue sujet malgré elle, vient en partie de sa peur à lui de la perdre. La maladie a commencé de l'atteindre au tournant de la cinquantaine. D., immobilisée pendant des mois après son opération pour une hernie discale. D. souffrante à vie d'une affection évolutive sans traitements possibles, puis d'un cancer. Il a pris sa retraite à 60 ans pour être auprès d'elle, a appris la cuisine, publié six livres et des centaines d'articles depuis. A 83 «ans, il regarde toujours la société d'un oeil critique, la rhétorique véloce et le sourire enfantin. Intarissable sur l'Immatériel, son dernier livre, paru chez Galilée en 2003. «J'essaye de montrer que le prétendu capitalisme cognitif n'est pas du capitalisme, c'est la crise du capitalisme. Qu'il n'y a pas de production de valeur dans le cognitif. Il est absurde de dire que la production de valeur, c'est la production d'information. L'information ne peut pas avoir de valeur, puisqu'elle n'est pas une marchandise, et dire qu'elle est une valeur et qu'il y a un capitalisme du cognitif, c'est nier tout le potentiel de subversion, de gratuité qu'il y a dans l'économie de l'immatériel.» Il raconte qu'il vient de passer six semaines laborieuses à écrire ce qu'il pense être son dernier article. On va voir.
André Gorz dit que Lettre à D. sera son ultime livre au monde. Une tentative délicate et tendre d'exprimer «la résonance» qui lie deux êtres. «L'amour est la fascination réciproque de deux sujets dans ce qu'ils ont de moins dicible, de moins socialisable, de réfractaire aux rôles et aux images d'eux-mêmes que la société leur impose, aux appartenances culturelles.» André avait envie de faire aimer D. comme il l'aime. «Tu viens juste d'avoir quatre-vingt-deux ans...», Lettre à D. se termine comme elle a commencé, mais avec une manière de post-scriptum disant les accointances manifestes entre l'amour, la mort et l'écriture qui sauve l'un en apprivoisant l'autre. «Nous nous sommes dit que si, par impossible, nous avions une seconde vie, nous voudrions la passer ensemble.» Le toit de leur maison de Vosnon a cette particularité qui les fascine tous deux, il est formé d'une charpente double qui défie les siècles.
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